segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Derrocada do Vereador Abílio tem consequências desagradáveis para Servidores da Câmara

       

                A vitória surpreendente do Vereador Alex Siqueira, primeiro mandato, derrotando o Presidente, Vereador Abílio Alves, apoiado pela Prefeita Nina, mais que uma surpresa, custou o emprego de vários Servidores, de médio e alto escalão, sem falar da Prefeita que, de aliada, a Câmara virou oposição ao seu Governo. Confira a seguir nomes, cargos e salários destes servidores, segundo os Diários Oficiais nºs  1.270 e 1.255, de 12/1/2023 e 22/12/2022, respectivamente:                                                                                           


       Estes Servidores, com quais me solidarizo, estão vivendo a mesma experiência amarga que viveu a Estudante de Direito Édelin Texeira, a qual desenvolvia um trabalho valoroso em defesa da populaçãodo Município que, sem dó e sem piedade, foi exonerada pelo Vereador Abílio logo que assumiu a Presidência, sob a alegação que a Câmara não precisava do trabalho dela. Sem renda para pagar a Faculdade, meses depois, teve de trancar o curso. Procedimentos como este, tomados em nome de um Poder efêmero, que escorre pelas mãos, chocam.

                O Vereador Abílio, pode estar pagando o mesmo preço pelo que fez com a Édelin. É o Presidente, na História recente da Câmara, que não conseguiu se reeleger. Como se isto não fosse pouco, ele teve uma perda salarial de R$ 6.964,58 (salário do Presidente R$ 22.157,93 e o salário do Vereador R$ 15.193,35, o salário que vai receber até o final do mandato, em 31/12/2024, perfazendo uma perda de R$ 167.149,92). Mas felizes daqueles que pagam em vida pelos seus erros, se arrependem e se esforçam para não cometê-los mais.

domingo, 2 de outubro de 2022

Ausência de gratidão no coração de Jornalista Parte I – Parte II e III - e de Governador - Parte I

 

Jornalista que o Vice-Prefeito Assis tanto ajudou (Parte I), afirma em manchete de capa de seu jornal Espaço Público, Edição 79, que Geraldo Mendes, adversário de Assis, é a grande promessa para Deputado Federal por São José dos Pinhais (Parte II) e outro adversário de Assis, Marinho Silva, é destaque em manchete de capa da edição 84, a que antecedeu o dia da Eleição.

 

Governador Ratinho Júnior que o Ex-Governador Beto Richa tanto ajudou, nomeando-o Secretário numa Secretaria que repassa bilhões de reais para os 399 municípios, cujo apoio dos Prefeitos é decisivo numa eleição para Governador, sem o qual Ratinho não teria sido eleito, pois não conseguiu se eleger Prefeito de Curitiba, critica os que o antecederam no Governo do Estado.

Para Ratinho, eles fazem parte do que chama de Velha Política, a Política do ódio, do Coronelismo e da incompetência. Segundo ele, fez em quatro anos o que eles não fizeram em trinta, afirmando que o Paraná é o Estado mais sustentável. Mas não explica que esta sustentabilidade foi assegurada por essa mesma Política que o industrializou, transformando-o numa máquina poderosa de arrecadar e gerar empregos.



Na Parte II trarei, em números, comparações entre o seu Governo e dos seus antecessores.

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Ausência de gratidão no coração de jornalista – Parte I

 

Jornalista que o Vice-Prefeito Assis tanto ajudou, não dá destaque a sua candidatura a Deputado Federal, na manchete de capa do seu jornal, Espaço Público, edição 76.

 


                Antonio Francisco Bobrowec, trata-se do jornalista que detonou a candidatura de Silvio Monteiro a Prefeito de São José dos Pinhais, em 2016, com o jornal De Fato, edição única, que acabou com o sonho de Silvio, de ser Prefeito.

                Quatro anos depois, em 2020, enfrentando problemas de saúde, Bobrowec foi socorrido por Assis (foto)’, na época Presidente da Câmara Municipal, o qual o acomodou na chefia da Comunicação da Câmara, cargo comissionado, bem remunerado.

                Nem bem assumiu o cargo, Bobrowec pediu licença remunerada para fazer uma cirurgia, ficando afastado por um bom tempo. Recuperado, retornou ao trabalho, mas pediu nova licença remunerada, para fazer outra cirurgia.

                Foi exonerado no final de 2020, com o fim do mandato de Assis, tendo trabalhado pouco e embolsado muito dinheiro. Portanto, pareceu uma ingratidão não ter dado destaque à candidatura de Assis, na capa de seu jornal.  

 

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Em uma das últimas sessões do ano, Vereadores voltam a falar da Segregação Política na Câmara

           

          

            

             Na Sessão da Câmara realizada  após o caos que se transformou o processo de vacinação contra o Covid-19, o Vereador, Professor Abalino (foto abaixo), fez uso da Tribuna  para falar das filas gigantescas que se formaram nos novos locais de vacinação, com o encerramento das atividades de imunização da população no Ginásio de Esportes, onde foi montado uma superestrutura, digna de elogios. Lamentou que a Secretaria Municipal de Esportes tenha deixado de apoiar o processo de vacinação, se disse consternado com as pessoas e fez questão de dizer que é da Base da Prefeita Nina, mas como servidor, seu lugar é ao lado da população.

            Este é o Professor Abelino Velho de Guerra.  Na Gestão do Ex-Prefeito Toninho ele também era da Base do Ex-Prefeito e tornou-se o maior crítico, naquela Legislatura. Foi perseguido, processado e gastou muito dinheiro para se defender. Tinha Vereadores que se retiravam da Sessão quando ele começava a falar, mas o reconhecimento foi depositado nas urnas. Ele continuou Vereador, enquanto o então Prefeito Toninho, o qual passou a ser criticado pela má gestão, impondo pesados sacrifícios à população, com aumento de impostos e cortes na Saúde e os vereadores que o atacavam foram arrancados do Poder pela força do voto.

                                                          


            Nesta Legislatura, porém, as hostilidades com o nobre Vereador acabaram. Ao contrário, os Vereadores, renovados em mais de 50%, têm sido solidários com ele. Foi o que se viu na quela Sessão. Até o Lider na Câmara da Prefeita Nina, o Vereador Fenemê (foto abaixo), escolhido a dedo para representá-la e defender seus projetos na Câmara, fez das palavras do Professor Abelino, as suas. Chegou a citar áudios que recebeu, um deles dizendo “que perdeu a admiração que tinha pela Prefeita”. O Vereador Gilberto Melo (foto abaixo), sempre muito cauteloso em opinar sobre os atos do representante do Poder Executivo, não conseguiu ficar indiferente ao drama das filas.

                        

             Problema de sempre – A fala do Vereador Abelino trouxe para o debate um velho tema: o da Segregação Política na Câmara. Desde 1997, quando passei a acompanhar os trabalhos do Legislativo Municipal, sempre teve Secretários que não atendem determinados Vereadores. Segundo foi dito naquela Sessão, a Secretária Municipal da Saúde é uma. O grave, é que se a denúncia for verdadeira, que ela é fruto de uma negociação com a Prefeitura da sua cidade, para acomodar um irmão da Prefeita, a Secretária não vai mudar. O vereador Alaax Siqueira (foto abaixo) disse que se quer é informado de eventos no seu Bairro e emendou: esta separação precisa acabar.

  

Entra Prefeito, sai Prefeito, entra Prefeita (a primeira da História do Município) e o tratamento diferenciado dado aos vereadores, continua. A justificativa de um Prefeito, segundo Gilberto Melo, “que é mais fácil ganhar uma eleição, que formar uma equipe de governo. O problema são os interesses. Porque buscar em outro Estado uma pessoa para ser Secretária da Saúde, competentes pessoas competentes no Município e no nosso Estado? O nobre Vereador José Possebom (foto abaixo) é do reduto eleitoral da mãe do Secretário de Esportes, a qual foi derrotada. Por que o secretário não recebe o Vereador?

                               


A todos que prestigiam minha luta voluntária em prol de uma Política melhor, desejo um feliz 2022.        

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Logística de medicamentos da Secretaria Municipal de Saúde, de São José dos Pinhais põe em risco a saúde da população

            Internado há dias no Hospital e Maternidade São José, por complicações causadas pela Covid, um morador do Bairro da Costeira, um dia antes de dar alta, no começo de junho, apresentou sintomas de ter sofrido um AVC. Segundo o procedimento que é feito neste caso, o Médico prescreveu o medicamento Alteplase, um injetável que tem de ser aplicado nas primeiras horas após o acidente, para evitar a coagulação do sangue, que obstrui os vasos sanguíneos e impede a oxigenação do cérebro, provocando mais danos ao paciente ou levando à morte.

            O Médico foi informado pelo Hospital que o referido medicamento estava em falta. Então, decidiu encaminhá-lo para o Hospital das Clínicas, em Curitiba. O morador permaneceu internado por vários dias lá, e agora está em sua casa, em uma cama hospitalar. O que chamou atenção, neste caso, é que a Prefeita Nina e seu Vice Assis, haviam sido alertados em 12 de setembro de 2019, um ano e oito meses atrás, que este medicamento não estava sendo adquirido, segundo um Sistema de Controle que adoto desde 1997 e venho melhorando ao longo deste período.

            Em razão desse alerta, protocolei à Prefeita Nina, em 11 de junho, um pedido de informação, querendo saber, no prazo constitucional de 15 dias, se a partir de 12 de setembro de 2019 foi adquirido este medicamento, uma vez que a Estudante de Direito, que fazia este acompanhamento, foi exonerada pelo novo Presidente da Câmara, Abílio Alves. Solicitei então cópias de empenhos relativos ao Pregão Eletrônico nº 249/2018, aberto em 23 de outubro daquele ano para adquirir o referido medicamento, e indaguei se foi aberto novo procedimento licitatório.

            Depois de muita insistência, foi respondido em 19 de agosto, dois meses e sete dias após o prazo, informando que relativo ao Pregão Eletrônico 249/2018 não foi adquirida nenhuma unidade, porque tinha no estoque, mas que foi aberto o Pregão Eletrônico nº 269/2020, tendo sido vencedora a Empresa Prohosp Distribuidora de Medicamentos Ltda, da qual foram adquiridas 6 unidades, segundo Relatório de Histórico de Movimentação do produto (abaixo), elaborado por Bruna Leonel Giacomeli, do Departamento Administrativo, a pedido da Secretária de Saúde.

 


            Segundo este Relatório, a Secretaria adquiriu 3 unidades em 23/2/2021, as quais deram entrada no Almoxarifado da Prefeitura em 25/2/2021 e transferidas no mesmo dia para o Hospital; 2 em 25/5/2021, que deram entrada  em 26/5/2021 e foram transferidas para o Hospital em 31/5/2021 e 1 unidade, adquirida em 27/5/2021, que deu entrada em 1º/6/2021 e foi transferida para o Hospital em 7/6/2021. Entre 1º/6 e 7/6, o Hospital não tinha o medicamento, razão do paciente ter sido transferido para o Hospital das Clínicas, em Curitiba.

 

Esta resposta deveria ser encaminhada pela Prefeita Nina, mas foi  por Andrei Gondro, Chefe de Gabinete da Prefeita, cargo, que segundo denúncia feita por pessoa conhecedora das leis municipais,  foi extinto, tanto que, quando o ex-Prefeito Toninho assumiu, em 1º de janeiro de 2017, não foi nomeado Chefe de Gabinete do Prefeito. Mais um fato a ser explicado pela Prefeita Nina.    

 

            Conclusão nº 1 – Bruna Leonel Giacomeli equivocou-se ao afirmar que “... quanto à alegação de ter havido falta do medicamento à população, trata-se de informação improcedente...”, pois entre 1º de junho de 2021 e 7 de junho de 2021, quando o morador da Closteira sofreu o acidente, o Hospital não tinha o medicamento.

 

            Conclusão nº 2 – A Prefeita Nina e seu Vice Assis não deram à devida atenção que o alerta merecia. Se tivessem dado, já teriam estas informações e tomados providências.

Segundo o Relatório acima,  no período de 1º/1/2018 a 30/7/2021, foram adquiridas, apenas, 9 unidades do medicamento. 3 unidades foram adquiridas em 27/4/2018, as quais deram entrada no Almoxarifado da Prefeitura em 4/5/2018 e foram transferidas para o Hospital em 10/5/2018. As próximas 3 unidades só foram adquiridas em 23/2/2018, dois anos e nove meses, entre uma aquisição e outra. Nesses dois anos e nove meses, somente três pessoas tiveram AVC em São José dos Pinhais?

 

            Conclusão nº 3 – A Logística deste medicamento adotada pela Secretaria da Saúde, é no mínimo irresponsável. E como é a Logística adotada para os demais medicamentos, que a Secretaria é obrigada a  para a população?

            Para saber a Logística adotada pela Secretaria aos demais medicamentos, a Prefeita Nina precisa prestar as seguintes informações:

a)     Quais as doenças tratadas por esses medicamentos?

b)     Fornecer dados sobre o número de pessoas que contraem essas doenças por ano, inclusive o AVC em São José dos Pinhais, no Paraná e no Brasil? Informar a fonte;

c)     Fornecer o Relatório de Histórico de Movimentação de cada medicamento, no período de 1º/1/2017 a 31/8/2021.

Acompanhamento - Solicito à Comissão de Saúde e Assistência Social da Câmara, que tem como Presidente, o Vereador Sílvio Santo e  membros os Vereadores, Professor Wellington e Allax Siqueira, ambos, extremamente preocupados com a saúde da população, que acompanhe o andamento deste pedido de informação.

O mesmo pedido estendo à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que tem como presidente o Vereador Luiz Monteiro e membros, os Vereadores Delegado Michel e José Luis Possebon, ambos, também  extremamente, preocupados com o direito da população.

Nada mais para o momento, estabeleço como prazo para as indagações sobre a Logística de Medicamentos adota pela Secretaria da Saúde, de 30 dias e coloco-me à disposição para discutir este documento, depois de ouvir as Comissões de Saúde e Assistência Social e de Constituição e Justiça da Câmara. Atenciosamente,

 

À

Prefeita Nina Singer  

                

 

domingo, 5 de setembro de 2021

Maioria dos Vereadores dá demonstração clara que o Presidente da Câmara, Abílio Alves, está equivocado sobre a fiscalização dos atos do Executivo.

 



Na sessão de 10/08, uma terça feira, a maioria dos vereadores negou um pedido de informações, proposto pelo Vereador Wilson Cabelo (foto à esquerda), através  do Requerimento 100/2021, transcrito a baixo, sobre o Pregão Eletrônico n º 93/2021, numa demonstração inequívoca que a maioria deles, além de não fiscalizarem os atos do Executivo, impedem a minoria de fiscalizar, contrariando o que assegura o  Presidente Abílio Alves (foto à direita), “que a Câmara não precisa de funcionário para fiscalizar o Executivo porque os Vereadores fiscalizam”.

Requerimento nº 100/2021, do Vereador Wilson Cabelo, REQUER à Mesa, ouvido o Plenário, que seja enviado ao Poder Executivo, os seguintes questionamentos: Sobre a situação das tendas que estão sendo utilizadas em nosso Município, de acordo com o Pregão nº 93/2021 (contrato 19132 - 497497/2021): 1. Quantas tendas foram usadas até este momento e onde estão localizadas? 2. Qual o critério para a distribuição dessas tendas? 3. Haverá alguma entidade ou ONG’s que será beneficiada também com estas aquisições? 4. A empresa vencedora da licitação possui um único CNPJ e com mais de 3 endereços. Qual o endereço correto da sede desta empresa? 5. Quanto se gastou até o momento com essas locações? E qual a projeção de gastos até o fim deste ano 2021? 

Pregão Eletrônico nº 93/2021 – Objeto: Registro de Preço para contratação dos serviços de locação, montagem, desmontagem, transporte, manutenção das tendas, coberturas, grades, estruturas, pisos e containers para serem utilizados em eventos municipais. Aviso de Licitação: emitido em 25/05/2021 e publicado no Diário Oficial nº 868, de 26/05/2021. Termo de Homologação: emitido em 02/07/2021 e publicado no Diário Oficial nº 897, de 07/07/2021, homologando as empresas vencedoras, abaixo. Atas de Registro de Preços: prazo de duração de 12 meses, a contar da data da assinatura, 07/07/2021 e publicadas no Diário Oficial nº 904, de 16/07/2021, abaixo, ao lado da respectiva empresa. Contratos: Não houve.

 


               Drial Organ. De Eventos Esportivos Ltda  R$ 1.376.990,00 (Ata nº 497/2021)



 


               AVS Montagem e Locação de Standes Ltda000,00 (Ata 498/2021)

          

           Com base neste Sistema de Controle, que o Presidente Abilio considera desnecessário para fiscalizar os atos do Poder Executivo, é possível responder a maioria das perguntas que a maioria dos vereadores boicotou:

Pergunta nº 1 – Segundo os valores empenhados, até o presente momento não foi utilizada nenhuma.

Pergunta nº 2 – Não é possível saber por que não foram utilizadas.

Pergunta nº 3 – Também não é possível, porque não foram emitidas notas fiscais, pois os serviços não foram realizados (valor liquidado).

Pergunta nº 4 – Não foi uma única empresa vencedora, mas duas.

Pergunta nº 5 – Nada, porque só foram empenhados valores, num total de R$ 31.055,80, referente a empresa Drial e R$ 8.310,00 referente a empresa AVS, totalizando R$ 39.365,80

               

 

 Digno de louvor – Vendo a dificuldade para se ter acesso a empenhos e notas fiscais, imprescindíveis para fiscalizar as contas do Município, o então Vereador, Professor Marcelo (foto), que entrou para a História da Câmara de São José dos Pinhais, como o Vereador de bons projetos, propôs e conseguiu aprovar um Projeto de Lei tornando obrigatória a publicação destes documentos.   

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Para os vereadores refletirem sobre a sagrada missão de fiscalizar os atos do Executivo em defesa da população que os elegeu

 


Morador da Costeira é transferido às pressas para o Hospital das Clínicas, por falta de medicamento que a Prefeita e o Vice haviam sido alertados há um ano e oito meses

 

Na manhã de 12 de setembro de 2019 solicitei uma reunião com a então Vice Presidente da Câmara Municipal, Vereadora Nina Singer, e os Vereadores Assis Manoel Pereira, Presidente, e Bira do Banco, Primeiro Secretário, para tratar da compra do medicamento Alteplase, vital à população, o qual um ano e oito meses após o alerta, está em falta na Rede de Saúde do Município. Causa estranheza o fato da Prefeita Nina e do Vice Assis, há meio ano no comando do Município, deixarem faltar um medicamento, depois das orientações que tiveram.

O Alteplase é um injetável que tem de ser aplicado, nas primeiras quatro horas, em pessoas que têm AVC, para evitar a coagulação do sangue e a consequente obstrução dos vasos sanguíneos, que impede a oxigenação do cérebro, provocando mais danos ao paciente ou a morte.

A licitação para a compra deste medicamento e outros foi aberta em 23 de outubro de 2018, através do Pregão Eletrônico nº 249/2018, e homologado em 17 de dezembro de 2018, o qual gerou 15 Atas de Registro de Preço, emitidas em 3 de janeiro de 2019, com prazo de duração de um ano. A partir desta data a Prefeitura ficou habilitada a adquirir este medicamento e os demais, parcelado ou não, até o valor licitado, tendo, porém, de empenhar o dinheiro para o pagamento da parcela ou do total, antes da aquisição.  

Até a data de 12/9, oito meses após a assinatura das Atas, faltando quatro meses para perderem a validade, muitos empenhos foram emitidos, menos da Ata nº 4, a do medicamento, isto é, não havia sido adquirida uma única unidade. Este é um caso de fiscalização que só é possível por meio de um acompanhamento sistemático dos procedimentos licitatórios, semelhante ao Sistema disposto no final desta narrativa, que venho desenvolvendo há anos e o aprimorei nos últimos dois anos (Dezembro de 2018 a Dezembro de 2020).

Este aprimoramento só foi possível graças a uma Estudante de Direito, que a conheci fazendo estágio no Gabinete do Vereador Feneme, a qual, ao final do estágio, foi contratada, a meu pedido, pelo então Presidente da Câmara, Manoel Assis Pereira, para fazer o trabalho de Internet, o qual tornou-se imprescindível, com a implantação do Diário Oficial Eletrônico. Competente, dedicada, habilidosa em computação e com grande capacidade de assimilar conhecimento, esta Universitária prestou uma enorme contribuição para a consolidação deste Sistema.

Mas não foi assim que o novo Presidente da Câmara, Vereador Abílio Alves, viu a importância do seu trabalho e, um dos primeiros atos como Presidente, foi exonerá-la, sob a alegação que a Câmara não precisa de funcionário para fiscalizar os atos do Executivo, porque os Vereadores fiscalizam – uma exoneração que ficará nos anais deste Legislativo como a mais injusta, incompreensível e irracional da sua História.

            Sem um Sistema de Controle dos atos do Executivo, fica difícil até para o vereador(a) saber o que o Prefeito(a) e o Vice fazem, que dirá controlar estoque, aquisição e conhecer a finalidade de medicamentos.  Foi através deste Sistema que registra todas as etapas de cada procedimento licitatório (do Aviso de Licitação aos Empenhos), que fique sabendo que o medicamento não estava sendo adquirido, porque não havia sido emitido empenhados, levantando a suspeita que o preço unitário (R$ 1.939,03), era a causa.

 

            Conclusão nº 1 – Por mais que os vereadores(as) desejem exercer plenamente a sagrada função de fiscalizar os atos do Executivo, não conseguem sem um Sistema de Controle, quer dos atos do Executivo, como do Legislativo, que os subsidiem. Em mais de vinte e quatros (24) que acompanho, voluntariamente, a atividade política e de seus agentes, especialmente, dos vereadores(as) de São José dos Pinhais, não encontrei um Sistema de Controle adotado por algum vereador(a) ou pela Câmara.   O Presidente Abílio está equivocado ou mal intencionado.

            Sem este Sistema não ficaria sabendo, sequer da existência deste medicamento, muito menos da sua finalidade, razão de ter pedido informações para uma médica, no caso a minha filha, e confrontado com informações do Farmacêutico mais antigo da Secretaria, numa reunião do Conselho Municipal de Saúde.

            Conclusão nº 2 – A Câmara não só precisa de um funcionário(a) da competência e dedicação da Estudante exonerada, mas de uma equipe composta por digitadores, pesquisadores, estagiários e profissionais de todas as áreas. O Poder Legislativo, como Órgão de Controle Externo do Executivo, a exemplo do Ministério Público e dos Tribunais de Contas dos Municípios, dos Estados e da União, precisa de um Departamento de Controle Externo, para que os vereadores, deputados estaduais, federais e os senadores possam executar a missão para a qual foram eleitos.

            Este Departamento   não foi implantado na Câmara; a Estudante que me ajudava, num esforço quase sobre humano, foi exonerada; um pedido feito à Prefeita Nina, no início da sua gestão, para contratá-la e disponibilizar  dez estagiários para ajudá-la, até hoje não foi atendido, e o  nobre Vereador Bira do Banco, que era o nome natural para presidir à Câmara e apoia o Sistema de Controle,  foi preterido pela Prefeita, a qual empenhou todo o seu “poder de influência” para eleger Abílio Alves, que é contra o Controle das Contas do Município.

            Conclusão nº 3 – A Prefeita Nina, apoiada pelo Presidente da Câmara, Abilio Alves, não quer que as Contas da Prefeito, sob sua gestão sejam fiscalizadas. A razão, não se sabe.    

            Mas seja qual for, o resultado desta política, certamente, custará muito caro à população, até com a vida de pessoas, uma vez que a Prefeita não é dada a acompanhar as Contas do Município. Quando foi Presidente da Comissão de Obras da Câmara, as ruas viraram só buracos, porque ela não acompanhou a renovação dos contratos, deixando que a maioria deles não fossem renovados. Os relatos feitos, na época, pelos vereadores(as), do que isto custou à população, são estarrecedores. A Vereadora Fátima de Paula, hoje Vice Presidente da Câmara, chegou a dar os pêsames ao Município.

            Conclusão nº 4 A falta de sensibilidade da Prefeita Nina Singer e do Presidente da Câmara, Abílio Alves, choca.

            A Estudante que tanto torceu pela candidatura da Prefeita e vibrou com sua vitória, tendo trabalhado por quatro meses, sem receber um único centavo, na elaboração deste Controle, referente aos procedimentos licitatórios do 1º Quadrimestre de 2020, condensados em um volume de 309 páginas, entregue à Prefeita em 12 de agosto de 2020, não mereceu dela, sequer um muito obrigado, a qual teve de trancar o Curso de Direito, por falta de recurso.

            Conclusão nº 5 – Quem votou na Nina Singer, por ser mulher, especialmente, as mulheres, podem ter uma grande frustração com ela.

            Finalizando esta narrativa, é bom lembrar que o Poder é transitório e de pequena duração, na vida da maioria dos políticos, sendo de bom senso recomendar à Prefeita que não se deixar embriagar por ele, cometendo injustiças como as que praticou com a Estudante e repará-las, antes que seja tarde demais, diante da brevidade de nossas vidas,  especialmente com esta Estudante.