domingo, 15 de fevereiro de 2015

Impunidade I - Polícia federal arma esquema de segurança máxima para prender Nestor Bardaró, como tem feito com outros corruptos. Advogado que combate a revista Veja acha um exagero. Essa não teria sido a única forma de punir que a polícia encontrou?





                Estas imagens de Bardaró sendo conduzido por policiais armados até os dentes, revelam o único momento de um ladrão do colarinho branco que tem tratamento semelhante a de um criminoso comum. A partir daí, a maioria dos presos é ouvida e liberada (Bardaró e Duque na primeira prisão). Os que ficam presos, por cinco dias no máximo, são acomodados em selas especiais. Os que têm este prazo prorrogado, podem até consumir maconha (Alberto Youssef) e são soltos para responderem o processo em liberdade. De vez em quando alguns são presos novamente e liberados dias após (Bibinho, por exemplo). Os que são condenados, em sua maioria, os crimes já prescreveram (Jaime Lerner, em várias condenações) e os que não prescreveram são presos em regime semiaberto, em prisão domiciliar (Lalau, juiz que roubou R$ l70 milhões) ou com direito de trabalharem durante o dia (José Dirceu) e em pouco meses são soltos (quadrilha do Mensalão).
                Mesmo assim tem quem se comova por eles e condene a Polícia Federal por essas prisões. É o caso de um advogado de São José dos Pinhais que se doeu por José Genuíno e atacou a Polícia por ter feito essa “crueldade” com ele, um idoso que não oferece nenhum perigo. Protestou nas redes sociais e até no Supremo, sem levar em consideração que Genuíno roubou milhões de reais, usando como meio de transporte o irmão, preso em uma de suas viagens com milhares de reais escondidos na cueca. Felizmente o advogado não foi ouvido e a Polícia Federal continua aplicando a única pena que lhe permitida. Bardaró é um exemplo. Idoso como Genuíno, também não representa nem um perigo. Nomeado por Lula e mantido por Dilma no cargo de diretor internacional da Petrobrás, pela ninharia de R$ 100 mil reais por mês, pagos nós para roubar de nós, que só em propina embolsou R$ 30 milhões, segundo dados do Ministério Público. Será que o  advogado vai contestá-los?  Antonio Pereira dos Santos (15/2/2015)


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Eleições 2014 VI – Candidato de Richa é eleito presidente da Assembleia, o que não aconteceu com os candidatos de Dilma à presidência da Câmara Federal e de Setim à Câmara Municipal

No domingo passado, 1º/2, encerramento das votações da eleição de 2014, Ademar Traiano, candidato preferido de Richa, mesmo com as contas desaprovadas pelo TER (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) tomou posse como deputado estadual, e se isto não fosse pouco para quem está nesta situação, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa com os votos de 51 dos 54 deputados estaduais. O mesmo não aconteceu com Arlindo Chinaglia,  apoiado por Dilma para comandar a Câmara Federal e com Assis Manoel Pereira, o escolhido de Setim para  presidir a Câmara Municipal.
                Candidato único, graças a interferência de Beto Richa, sua eleição foi apenas um ato de formalidade, porque o governador já havia encaminhado o processo para este resultado, convencendo Ratinho a desistir da sua  candidatura, para fazer parte, novamente, da sua equipe de governo, como secretário de Desenvolvimento Urbano. Candidato declarado a prefeito de Curitiba em 2016 e a governador em 2018, Ratinho deve ter sido convencido que, para este fim, o cargo de secretário é mais importante que o de deputado, especialmente, se for apoiado pelo governador.
                Caso Beto Richa tenha empenhado este apoio, Ratinho, o “menino prodígio” foi  levado na conversa mais uma vez, porque Richa não terá como apoiá-lo nem para prefeito, nem para governador. São candidatos a prefeito de Curitiba, Ducci (vice de Richa quando este foi prefeito) e o candidato de Ricardo Barros, esposo da vice-governadora. Para governador em 2018, são candidatos Rossoni, ex-presidente da Assembleia e Álvaro Dias, ambos do seu partido (PSDB) e aliados. Por último, Ratinho virou réu por falsidade ideológica, num processo movido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
                                                                                                              Antonio Pereira dos Santos – 8/2/15
Veja abaixo notas a respeito, publicadas nos jornais Correio Paranaense (CP) e Correio de Notícias (CN)

             

                                                 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Eleições 2014 V – Terceiro Turno, última etapa (Disputa pelo comando das assembleias legislativas, da Câmara Federal e do Senado)

Amanhã, 1º/2, chega-se a última etapa das eleições de 2014, com a escolha dos nomes que comandarão pelos próximos dois anos as assembleias legislativas, a Câmara Federal e o Senado, o chamado Terceiro Turno. No Primeiro Turno foram eleitos os governadores que tiveram uma votação maior que 50% dos votos, deputados estaduais e federais e os senadores. No Segundo Turno foram eleitos o restante dos governadores e a presidente da República. As consequências da eleição destes turnos para os brasileiros estamos começando a vivenciar agora. Os nomes escolhidos quebraram o país e nós estamos pagando a conta. No Terceiro Turno já foram eleitos os nomes que comandarão pelos próximos dois anos as 5.562 câmaras municipais e amanhã serão eleitos os nomes que comandarão as assembleias legislativas, a Câmara Federal e o Senado.
                A exemplo do Primeiro e Segundo turnos que só se elegeu quem fazia parte de uma máquina (prefeitura, estado ou união) ligada a um forte esquema de corrupção (Leopoldo Meyer de São José dos Pinhais é um exemplo), no Terceiro Turno, com raríssimas exceções, só se elege quem tem o apoio do prefeito, do governador ou do presidente da República. No Paraná Ratinho Junior e Traiano se lançaram candidatos a presidentes da Assembleia Legislativa, mas somente Traiano era o preferido de Richa. Ratinho foi descartado pelo governador e retirado da disputa. Como prêmio de consolação, Beto deu-lhe um cargo de secretário. Para a presidência da Câmara Federal,  Cunha e Chinália disputam o cargo, mas só Chinália é o preferido de Dilma. A presidência do Senado também tem dois candidatos Renan e Luiz Henrique, mas o preferido da presidenta é Renan.
                O que está em jogo – Do lado dos concorrentes, os gigantescos orçamentos anuais:  Câmara Federal: 4,5 bilhões de reais; Senado 3 bilhões e  Assembleia  do Paraná 1,4 bilhões (3,5% do orçamento do estado). Os gastos dos candidatos a presidentes da Câmara Federal foram imensos e, sem dúvidas, bancados pela Casa, com o nosso dinheiro. Os dois candidatos visitaram todos os governadores pedindo apoio para convencerem suas bancadas a votarem neles. No Paraná, cada candidato visitou o governador duas vezes em janeiro. Do lado dos governadores, e da Dilma, terem as assembleias legislativos e o Congresso a seus pés para aprovarem tudo o que querem e não serem fiscalizados. No Paraná, por conta deste jogo, quem ganhou foi o suplente do Ratinho, que embolsou em janeiro 104 mil e cem reais, sem trabalhar (RS 26.l00,00 de salário e RS 78.000,00 de verba de gabinete).

                No país das eleições – Nem bem terminou a eleição de 2014, já começaram surgir nomes para disputarem  as eleições de 2016 e 2018. Setim, Rocha Loures e Silvio Monteiro para prefeito de São José dos Pinhais; Requião filho, Requião pai, Ratinho, Ducci e Fruet  para prefeito de Curitiba; Rossoni e Álvaro Dias para governador e Lula para presidente. E nós só continuaremos pagando as contas. 

domingo, 14 de dezembro de 2014

Eleições 2014 IV: Setim perde a disputa pela presidência da Câmara

Ela primeira vez o prefeito não consegue eleger o presidente da Câmara, deixando de ter o Legislativo  Municipal de cócoras, a serviço de seus interesses. Seu candidato, contrariando todas as especulações e expectativas, foi derrotado fragorosamente por 8 votos contra 13. Agora seus assessores correm atrás do prejuízo, tentando identificar os vereadores ou vereadoras que roeram a corda. A final, nas suas contas o candidato tinha como certo 11 votos que, na votação minguaram para 8. Seria uma vitória apertada de apenas 1 voto, porem  suficiente para Setim continuar mandando e desmandando na Câmara.
Como se trata de uma contagem feita com base numa compra e venda de votos, a vitória era só uma questão de contar os votos. Segundo Alberto Nogueira, do Blog do Bronca, Setim reservou 300 cargos comissionados para negociar com os vereadores e vereadoras a compra de votos. Caso cada voto fosse cotado a 15 cargos e cada ocupante do cargo tivesse de dar mil reais por mês para o vereador ou vereadora que o indicou, cada vereador ou vereadora teria um ganho extra  de R$ 15 mil por mês ou R$ 180 mil em um ano, uma quantia difícil de ser recusada pela classe política.  Daí a caçada aos traidores ou traidoras.
A vitória era tão certa que o jornal Correio de Notícias, cujo proprietário ocupou cargo de relevância no governo de Setim, em sua edição de 10/12, um dia antes da eleição, antecipo-se em assegurar que Assis, o candidato do prefeito,  era a bola da vez. Não era, como reconheceu na edição de sexta feira, 12, noticiando na página 3 a reeleição do adversário de Setim, Sylvio Monteiro. Mesmo assim cometeu mais uma gafe dizendo que Sylvio foi eleito em 2013 com 2372 votos pelo Partido Solidariedade, quando na verdade foi eleito em 2012 pelo DEM. Em 2013 foi criado o Solidariedade, em  19 de outubro daquele ano.
E  Beto Richa vai eleger o presidente da Assembleia Legislativa? Leia no próximo capítulo da série eleições 2014.     
                                                                                                              SJP/PR, 14 de dezembro de 2014
                                                                                                              Antonio Pereira dos Santos

                

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Eleições 2014 III Terceiro turno: disputa do comando das câmaras municipais, das Assembleias Legislativas e do Congresso Nacional

Nem bem terminou a batalha campal do primeiro e segundo turno, que elegeu   governadores, deputados, senadores e presidente da república, teve início a campanha do terceiro turno para eleger os nomes que vão comandar as 5.562 câmaras municipais, as 26 assembleias legislativas, a Câmara Federal e o Senado.  A exemplo do primeiro e segundo turno que só se elege quem se encosta numa máquina, alimentada por uma esquema de corrupção (Leopoldo Meyer que o diga), no terceiro turno só é eleito quem tem a aprovação do prefeito, do governador e do presidente da república.
                Em São José dos Pinhais, no governo do atual prefeito, em terceiro mandato, até agora, só se elegeu presidente da Câmara  quem teve a aprovação dele e quem se rebelou contra ele,  se deu mal. Karam que se lançou candidato a prefeito  acabou acusado de ter metido a mão  no dinheiro da Câmara, foi condenado,  ficou inelegível e virou Ficha Suja. Cezar Franco que se lançou vice de Karam, teve de ir embora do município e Assis que tentou ser vice de Ivan, perdeu a presidência do partido e da Câmara para Sílvio Monteiro, o escolhido do prefeito,  que agora ele quer derrubá-lo para reconduzir Assis.
                Até ontem a candidata do prefeito era a vereadora Nina Singer. Hoje, segundo o jornal Correio de Notícias, o candidato é Assis, o homem de confiança de Setim, conforme nota do jornal Tribuna de São José. Mas que confiança boba é esta, se Setim quase perdeu a última eleição por causa, justamente, de Assis?  Amanhã, quinta feira, 11, é a eleição. Será que Assis que Setim derrubou da presidência do partido e da  Câmara, será capaz de ser o seu candidato? Será que os vereadores e vereadores que votaram em Silvio para derrubar Assis, serão capazes de votarem em Assis?  E Setim não tem escrúpulo nenhum?
                                                                                                             SJP/PR, 10 de dezembro de 2014

                                                                                                                       Antonio Pereira dos Santos

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Eleições 2014 II – Campanha para presidente entra na reta final sem ter apresentando medidas de solução para os problemas brasileiros

 No meio de uma guerra de ataques, denúncias e mentiras, a campanha entre na última semana falando de mudanças, de um Brasil melhor, de governo novo, de novas ideias e de um novo Brasil que vai nascer das urnas, porém sem  dar esperança que os graves e grandes problemas brasileiros serão resolvidos, porque a abordagem dos mesmos ficou apenas no terreno das críticas e  da velha e surrada promessa “que vou melhorar”,” que vou dar um jeito”, prometendo medidas pontuais, tais como “Mais Especialidades Médicas”, “Consultórios Populares” e mais dinheiro, sem nenhuma garantia que será gasto naquilo que foi prometido.
                Na tentativa  de quebrar este ciclo político de não resolver os problemas e de contrariar a lógica natural de fazer as coisas, decidi fazer ao candidato Aécio e a candidata Dilma  as seguintes indagações:
                Indagação 1 “Saúde” – Quanto o país precisa gastar por ano para dar uma saúde de qualidade  aos brasileiros, conforme estabelece a Constituição? Discriminar este gasto por enfermidade, por faixa etária e por procedimentos. O que é de responsabilidade da união, dos estados e dos municípios? Quantos leitos, consultas, exames e cirurgias são demandadas por ano, pela população? Para quantos habitantes deve ter um posto de saúde e quantos funcionários, discriminando por função, deve ter um posto? Sem estas informações é impossível elaborar um Política Nacional de Saúde. Nem Dilma, nem Aécio passaram estas informações para o eleitor.
                Indagação 2 “Segurança” – Como acabar com a violência que toma conta do país? Como proteger os comerciantes em seus estabelecimentos, correntistas na saída de bancos, pedestres nas ruas, usuários de ônibus urbanos, estaduais, interestaduais e internacionais,condutores de veículos, motoristas de caminhões no transporte de cargas, as  famílias em suas residências e os produtores rurais em suas propriedades? Quanto custaria isto? Nem Dilma, nem Aécio deram esta explicação ao eleitor.
                Indagação 3 “Educação” – Como conseguir que os alunos da rede pública se concentrem em sala de aula, um quesito imprescindível para se ter um ensino de qualidade. Nem Dilma, nem Aécio trataram deste assunto.
                Indagação 4 “Economia” – Como acabar com o desemprego e a inflação que sempre existiram e aumentar o PIB? Informar a quantidade de pessoas que cada setor da economia emprega e quantas poderá empregar, a inflação de cada setor e como ele poderá reduzir e a participação de cada um deles na formação do PIB e como poderá aumentar. Como acabar com a miséria absoluta, que segundo o jornal Folha de Londrina, 16 milhões de brasileiros vivem nesta situação? Nem Dilma, nem Aécio disseram como.
                 


Indagação 5 “Meio Ambiente” –  Poluição: como acabar com a poluição da água, do solo e do ar? Impedir o lançamento de poluentes nas nascentes, nos rios e nos oceanos. Impedir o lançamento no solo de materiais tóxicos e de agrotóxicos, que matam milhares de brasileiros por ano de câncer,  e de poluentes das indústrias e dos carros no ar. A espécie humana poderá ser extinta da face da terra se os carros continuarem utilizando petróleo? Em quantos anos isto poderá acontecer? Nem Dilma, nem Aécio falaram deste grave problema.
Ocupações irregulares: como impedir a ocupação de nascentes que provocam sua extinção, de rios, que tornaram as cidades inviáveis pelos alagamentos, quando ocorre temporais e das encostas que provocam desmoronamentos, matando pessoas?  Como fazer a desocupação destas áreas? Nem Dilma, nem Aécio demonstraram vontade de resolver este grave problema.
Água e energia: como evitar o desperdício e reduzir o consumo de água e de energia elétrica pelo poder público e pela população? Informar quantos bilhões de litros e de kWh são consumidos por dia, qual o potencial de fornecimento de água e de geração de energia elétrica,  as fontes geradoras de energia e capacidade de cada uma, por região, estados e municípios. Informar se existem estudos alertando para o risco de escassez de água e de energia elétrica, por região, estados e municípios? Quais partidos governam esses estados e municípios?  Qual a responsabilidade do governo federal sobre a água? Qual a capacidade de geração de energia elétrica pelo vento e porque o governo federal aposta tudo no Pré Sal, uma energia altamente poluente? Nem Dilma, nem Aécio demonstraram esta preocupação.
Saúde dos animais: como ajudar a população a cuidar da saúde e  bem estar dos animais, sem prejudicar veterinários(as) e clínicas? Os brasileiros, em sua imensa maioria, não têm dinheiro para tratar dos animais que são acidentados e adoecem. O mesmo acontece com cavalos de catadores de lixo que são utilizados para tracionar carroças com pneus mal calibrados, transportando duas ou mais pessoas, além dos materiais e, que vão definhando até morrerem, porque os catadores não ganham nem pra eles, que dirá para comprar alimentos para os animais. São cenas de cortar o coração, porque eles sofrem igual a gente. Nem Dilma, nem Aécio demonstraram esta sensibilidade.
Indagação 6 “Justiça” – Como fazer os políticos respeitarem e cumprirem as leis dos homens  e as leis divinas  e deixarem de manipular a opinião do povo brasileiro com dinheiro do próprio povo,  contrariando o que Deus quer nós?
Qual a esperança de se resolver os problemas brasileiros? Será mais uma eleição perdida.
                             Antonio Pereira dos Santos                                                SJP/PR, 23 Out 2014
Esta matéria foi publicada no blog antoniopereirajornalista.blogspot.com e encaminhado cópias para a ex candidata Marina Silva e para o debate da Globo, de amanhã.                                     


sábado, 4 de outubro de 2014

Eleições 2014 – Campanha mais cara da história, na reta final para deixar tudo como está


                Segundo um levantamento obtido no banco de dados do Tribunal  Superior Eleitoral (TSE),os candidatos e candidatas que disputam estas eleições, em todo o Brasil, vão gastar 71 bilhões de reais, a eleição mais cara da história (jornal Correio Paranaense, de 2/9, página 4). Com este valor seria possível bancar três Copas do Mundo, levando em consideração os valores divulgados pelo governo federal em maio, cobrir  as despesas com salários dos 594 deputados federais e 81 senadores por 70 anos e pagar durante 6 anos as 50 milhões de pessoas que recebem o Bolsa Família.
Este  valor, entretanto, é apenas uma parte do que  vão gastar, porque  o grosso dos  gastos serão bancados pelos cofres públicos, que  não são  declarados.  Gastos dos candidatos da máquina, como  telefone,   xerox,  Internet,  correios,  autopromoção, combustível, entre outros,  serão pagos  por prefeituras, governos dos estados, governo federal e estatais.  Segundo o site do jornal O Globo, os deputados do Paraná em Brasília gastaram com autopropaganda, de janeiro a maio deste ano eleitoral, 141% a mais que no mesmo período em 2013. R$ 1,18milhão contra R$ 492 mil, que não serão declarados.
Em São José dos Pinhais as campanhas mais caras foram as  dos candidatos Francisco Bühre, Leopoldo Meyer e Toninho da Farmácia, ambos apoiados pelo prefeito Setim, chefe da máquina municipal. Carros de som, cavaletes, veículos plotados e panfletos destes candidatos dominaram a campanha   no município, enquanto  os outros (Lúcia Stoco, Ailton Feneme, Leandro da Ninfer, Jairo Melo e Marcos da Vidofer), que não contaram com este apoio não puderam fizer  campanha. Não se viu carros de som, cavaletes e foram raros os panfletos que chegaram nas residências. Por que será?
No estado, somente as campanhas de Beto Richa, governador do estado,  de Roberto Requião, ex-governador, apoiado por empresários do pedágio,  de Gleisi Hoffmann, apoiada por Dilma  e dos  seus aliados dominaram o cenário das eleições. Segundo comentários na cidade, o dinheiro  foi tanto que teve candidatos e candidatas que chegaram a pagar R$ 80 mil pelo apoio de cada vereador. Coincidência ou não, teve   um deles que distribuiu uma cartinha pedindo o apoio  para cinco candidatos. Este vereador pode ter embolsado R$ 400 mil. No cenário nacional só deu Dilma, Aécio e Marina.
               
                Os outros candidatos que não tiveram este apoio, passaram ao longo da campanha, praticamente desconhecidos dos brasileiros. Não tiveram dinheiro para colocar um cavalete nas ruas, divulgar suas propostas e colar um adesivo nos carros.  Espremidos no horário político, mal apenas puderam falar o seu número e o nome. Os debates na televisão, uma boa oportunidade para se tornarem conhecidos  e apresentarem suas propostas, alguns deles foi barrados de participar.  Esta discriminação, inacreditavelmente,  aconteceu até  no debate da Rede Vida,  promovido  pelos bispos do Brasil, em 16/9,



Mentiras e enganação - Neste período o eleitor foi bombardeado  pelos meios de comunicação, pelos correios e pela panfletagem das ruas e residências, pela propaganda maciça destes candidatos.  Por onde se movimentou ele esteve sitiado por esta propaganda enganosa, sem esperança de mudar o que  está aí e mentirosa.  Atolada até o pescoço no mar de lama que tem sido o governo do PT, Dilma falou muito do combate à corrupção, dizendo que sempre teve  tolerância zero  com este câncer, mas não houve um único caso de corrupção  denunciados por ela, dos inúmeros ocorridos ao longo do seu governo.
Desde 1998 acompanho as eleições para presidente e  sempre depois de cada eleição explode um grande escândalo  envolvendo empresas doadoras de campanha. Na reeleição de Fernando Henrique Cardoso foi a vez das privatizações. FHC reforçou o caixa das empresas, refez os estoques e pagou dívidas. Segundo o livro Brasil Privatizado, o então presidente gastou mais do que recebeu com as privatizações. As denúncias foram tantas que foi proposta a criação da CPI da Corrupção, mas abafada pelas” forças políticas”, que Dilma tanto se refere,  lideradas por Aécio, na época presidente da Câmara e por Álvaro Dias do Senado.
Na primeira eleição de Lula, foi o Sindicato dos Bancários de São Paulo que quebrou. Segundo a Revista Veja tem aposentado esperando pelo apartamento que pagou até hoje. Na  reeleição, foram as empresas de publicidades de Marcos Valério, o Mensalão e na eleição de Dilma foi a Construtora Delta, intermediada por Carlinhos Cachoeira. Dilma que havia declarado   ter  R$ 46.894,12 na popança e  R$ 113.300,00 em dinheiro vivo (Folha de São Paulo de 8/5/2012, página 4) gastou R$ 160 milhões na campanha, a maior parte intermediada por Cachoeira. Ela não sabia?
Por conta desta corrupção que tomou conta do seu governo, Dilma, agora, quer fazer a Reforma Política e Lula pede para votar nos candidatos do PT para fazer esta reforma. Mas Lula e Dilma querem esta reforma? A história diz que não. Ao ser eleito em 2002 presidente do Brasil, Lula elegeu a reforma política como prioridade do seu governo e reafirmou este compromisso, defendendo o financiamento público das campanhas  em 5 de novembro de 2003 (jornal Gazeta do Povo de 6 de novembro de 2003). Deu para os deputados e senadores, segundo a Gazeta, R$ 6 bilhões de reais e até hoje a reforma não saiu do papel.
O que o poder tem que atrai tanto os políticos? – Segundo a ONG Transparência Brasil,  um senador custa mais de R$ 33 milhões por ano aos cofres públicos. O Senador Álvaro Dias custou no último mandato mais de  R$ 264 milhões. Além do salário teve direito a gastar por mês R$ 54 mil  para contratar assessores; R$ 15 mil para gastar nos estados; R$ 3.800  para  auxílio moradia; de R$ 4 mil  para cota postal;  RS 16 mil para passagens aéreas; R$ 8.500 por ano para serviços gráficos; 25 litros de combustíveis por dia e cinco publicações de jornais e revistas por dias úteis.
Um deputado federal custa aos cofres públicos R$ 6,6 milhões por ano. Leopoldo Meyer,  custou no seu primeiro mandato R$ 26 milhões e 400 mil e teve direito, além do salário, a gastar por mês R$ 60 mil para pagar assessores; R$ 15 mil para gastar nos estados; R$ 3 mil para auxílio moradia; R$ 4.268,55 para cota postal e telefônica; R$ 16 mil para passagens aéreas; R$ 6 mil para gráfica  e cinco publicações de jornais e revistas por dias úteis. Com base no site da Assembleia Legislativa,  em12 anos de mandato, Chico Bührer custou R$ 24 milhões aos cofres públicos. Álvaro, Chico e Meyer não fizeram nada.
Dia D – A manhã, 5/10, esta campanha bilionária promovida por políticos profissionais, que há anos estão no poder roubando, mentindo e enganando a população, completa três meses e o eleitor, por força do voto obrigatório, terá de ir às urnas votar para presidente, governador, senador, deputado federal e estadual. Sobre seus ombros, a responsabilidade de escolher bem, para depois não ser culpado pelos maus políticos que forem eleitos, conforme tem sido cobrado pela Justiça Eleitoral, em campanhas milionárias e pela Igreja Católica.
Trata-se de  uma missão espinhosa para o eleitor que só ouviu o lado dos políticos de carreira, empenhados em deixar tudo como está. É lamentável que os candidatos Pastor Everaldo, Levy Fidelix, Eduardo Jorge, Eymael, Ruy Pimenta, Zé Maria e Luciana Genro, que poderiam representar a mudança para a presidência da república, Bernardo Piloto, Túlio Bandeira, Rodrigo Tomazini, Geonísio Marinho e Ogier Buchi, para o governo do estado do Paraná não sejam lembrados amanhã pela maioria do eleitorado, porque não chegaram, sequer, serem conhecidos da população.